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Ecobus diz que sindicato dos motoristas ameaça funcionários para aderirem à greve

Desde o dia 23 de março, os motoristas da Ecobus, concessionária do transporte público em São Sebastião, permanecem em greve, com apenas 50% da frota em circulação. As informações são do diretor presidente do Sindicato dos Motoristas do Litoral Norte, Francisco Israel. O sindicalista informou que não há previsão para a volta da normalidade do serviço e também não há nenhuma negociação em andamento.

A Ecobus, porém, afirma que os ônibus estão rodando e que a adesão à greve é baixa. A empresa acusa o sindicato de estar ameaçando os funcionários que estão trabalhando. A Ecobus também reclama que a administração pública teria abandonado o transporte coletivo municipal e não estaria pagando o que deve para a empresa. A dívida já estaria em torno de R$ 940 mil, segundo informações da concessionária.

A Prefeitura de São Sebastião divulgou uma nota na manhã desta quinta-feira (15), informando que, “devido à paralisação da Ecobus, a chegada no horário do expediente de funcionários municipais que utilizam o transporte público foi comprometida, o que poderá gerar alguns atrasos nos atendimentos de secretarias e unidades de saúde. Quanto à paralisação, a administração municipal é solidária às causas dos funcionários. Ressalta que tem cumprido com seus pagamentos à Ecobus e que vem buscando, dentro dos limites da Lei, alternativas para resolver as questões relacionadas ao transporte público coletivo, para que os serviços prestados ao cidadão sejam seguros e de qualidade”

Carta aos usuários

No dia 18 de março, o Sindicato dos Motoristas do Litoral Norte divulgou uma carta aberta aos usuários do transporte coletivo de São Sebastião. De acordo com o documento, a greve seria deflagrada “em razão dos constantes atrasos nos pagamentos dos salários e benefícios por parte da empresa concessionária de Transporte Público, que tem causado grande sofrimento aos empregados, que desde 2019 a população tem testemunhado constantes greves e mesmo assim a empresa tem deixando de honrar com suas obrigações perante seus funcionários”.