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Necropsia identifica plástico no estômago da baleia-jubarte encontrada morta em Ilhabela

Foto: Divulgação/PMI

A baleia-jubarte encontrada morta no último domingo (25/07) na entrada sul do canal de Ilhabela, litoral Norte de São Paulo apresentava resíduos plásticos em seu estômago.

Segundo a equipe do Instituto Argonauta, que realizou a necropsia do animal, foi encontrado, durante a triagem do conteúdo de seu estômago, um fragmento de plástico de aproximadamente 10 centímetros. Apesar de parte dos órgãos internos já estarem em estado avançado de decomposição, foi possível proceder com a coleta para a realização de exames.

Foto: Instituto Argonauta

A carcaça da baleia-jubarte foi avistada por moradores boiando no mar, e na ocasião, a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), do Instituto Argonauta, executora do trecho 10, foi acionada e se deslocou até o local para atender a ocorrência. O animal estava preso a uma cabo de amarração de cerco flutuante, onde havia se enroscado, foi rebocado e depois enterrado na praia de Barreiros, Ilhabela, com o auxílio de uma retroescavadeira. A operação recebeu o apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Defesa Civil.

Embora tenha sido encontrado plástico em seu estômago, esta não foi a causa da morte da baleia-jubarte, um indivíduo juvenil, macho, de cerca de 7,5 metros. O problema do lixo no mar afeta diretamente os animais marinhos, como aves, répteis e mamíferos, que confundem o resíduo com o alimento, e há casos em que sua ingestão pode ser fatal. Esta foi a primeira vez que o Instituto Argonauta identifica uma baleia-jubarte com plástico no estômago, mas em média 15% dos animais que passam por necropsia realizada por nossa equipe registram alguma interação com resíduos.

Mensalmente, o Instituto Argonauta publica em parceria com o Aquário de Ubatuba o Boletim do Lixo, cujo objetivo é o de informar sobre a situação das praias no litoral Norte de São Paulo com relação à presença de lixo. Entre os resíduos que são mais coletados nas praias – aproveitando os esforços de monitoramento da fauna -, o plástico representa 70%, sendo considerado um dos resíduos mais danosos para a vida marinha.

*Fonte: Instituto Argonauta