Saúde Ubatuba

Ubatuba investiga casos suspeitos de chikungunya, zica e febre amarela

Além de aguardar os resultados laboratoriais de 732 casos suspeitos de dengue, a secretaria de Saúde de Ubatuba investiga 13 casos suspeitos de chikungunya, nove de zika e um de febre amarela. O número de casos de dengue este ano já é cinco vezes maior que o número de casos ocorridos em 2018. A Prefeitura tenta agilizar os exames nas unidades de saúde e pede a colaboração da população no combate aos criadouros

Por Salim Burihan

O boletim sobre arboviroses divulgado pela Secretaria de Saúde de Ubatuba, com dados referentes aos meses de janeiro a abril deste ano, revela que a cidade tem 207 casos confirmados de dengue.

O boletim também relata que a secretaria de Saúde aguarda os resultados de exames de 13 casos suspeitos de Chikungunya, nove de Zika e um de febre amarela.

O caso suspeito de febre amarela é de um morador do Jardim Carolina. A secretaria ainda aguarda o resultado dos exames. No ano passado, Ubatuba registrou 11 casos da doença. Três pessoas morreram de febre amarela na cidade em 2018.

febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Os casos suspeitos de Chikungunya ocorreram nos bairros Araribá(3), Itaguá(2), Perequê Mirim (2), Sesmarias, Centro, Mato Dentro, Corcovado, Jardim Carolina e Parque Vivamar. Dois casos ocorridos no Centro foram descartados após a chegada do resultado dos exames.

chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Com relação aos casos de Zika, estão sendo apurados nove casos, que ainda aguardam o resultado dos exames laboratoriais: Silop(2), Toninhas, Itaguá, Estufa II, Perequê Açú, Jardim Carolina, Corcovado e Perequê Mirim.

zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti  Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Dengue

Segundo a prefeitura, a cidade registra 207 casos confirmados de dengue, sendo seis importados e existem 732 casos ainda aguardando o resultado dos exames.

Os bairros mais atingidos pela dengue são: Perequê Mirim, com 39 casos confirmados; Centro com 29 casos; e Estufa II, com 26 casos da doença.

Não existe nenhuma morte por dengue na cidade. No ano passado, 2018, a cidade registrou 44 casos de dengue.

Prefeitura

A prefeitura tem desenvolvido várias ações de combate aos criadouros no município, mas cobra uma maior participação da população na limpeza de ralos, calhas, quintais e terrenos baldios.

Os prontos atendimentos Ipiranguinha e Maranduba, da Prefeitura de Ubatuba, já têm disponíveis desde abril os kits NS1, um teste rápido para detecção da proteína que é parte do vírus da dengue.

O teste deve ser feito até o terceiro dia do aparecimento de sintomas como febre, dor no corpo, dor em torno dos olhos e prostração e somente será realizado mediante avaliação médica do paciente e suspeita de dengue. Os resultados ficam prontos em 20 minutos. Para realizar o exame, é coletada uma amostra de sangue do paciente, que não precisa estar em jejum.

A enfermeira Elisabete Cabral Borges de Matos, chefe de Seção de Vigilância Epidemiológica, explica que nos prontos atendimentos o paciente passa pela triagem e, em seguida, pelo médico.

“Caso haja suspeita clínica de dengue, é realizado então o protocolo de investigação que inclui prova do laço, verificação da pressão em duas posições e o exame NS1. Se o exame dá negativo, a investigação continua com a coleta para a sorologia, que é encaminhada para análise pelo Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo”, acrescenta.

Ela explica que o teste NS1 agiliza o diagnóstico da dengue e facilita a programação de ações de bloqueio de transmissão da doença. “A sorologia demora até 20 dias, mas com o resultado rápido podemos, por exemplo, fazer nebulizações a partir da confirmação dos casos. Trata-se de uma conquista para o município”, afirmou.

 

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