Litoral Norte Segurança Pública

PM estará presente em todas as escolas do Litoral Norte nesta quinta(14)

A Polícia Militar do Litoral Norte está percorrendo todas as escolas da região nesta quinta(14). A medida visa garantir maior segurança e um melhor relacionamento com os responsáveis dos estabelecimentos.

A informação foi dada pelo novo comandante do CPI-1(Comando de Policiamento do Interior) do Vale, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, coronel José Eduardo Lopes de Aquino.

Segundo o coronel Stanellis, essa atuação está ocorrendo em todos os municípios do estado devido a tragédia ocorrido ontem na escola de Suzano.

“Nossos policiais vão se identificar e conversar com os diretores das escolas. Isso não significa que esses estabelecimentos poderão sofrer ataques como o que ocorreu em Suzano. Lá, foi uma coisa pontual e premeditada. Pretendemos viabilizar uma maior aproximação com as unidades escolares”, explicou.

CPI-1

O coronel Stanellis, de 55 anos, é o segundo “caiçara” a assumir o comando do CPI-1. Há 31 anos, em 1988,  seu pai, o coronel José Lopes de Aquino, comandou o CPI-1.

Coronel Stanellis, segundo “caiçara” a assumir o comando do CPI-1

Stanellis viveu em Caraguá, onde estudou nos colégios Thomaz Ribeiro de Lima e Módulo, deixou a cidade apenas para frequentar a Academia Barro Branco.

Atou nos bombeiros do Litoral Norte de 1991 até 2011, quando foi promovido a major e assumiu o sub-comando do GB(Grupamento de Bombeiros) do Vale do Paraíba.

Em 2016, já como coronel, foi Chefe do Estado Maior do Comando de Policiamento da Capital. Em 2017, Stanellis foi comandante da Região Metropolitana da capital, responsável pelo policiamento em 38 cidades que ficam no entorno da cidade de São Paulo.

Desde junho de 2018, atuava como responsável pela Diretoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar no estado de São Paulo, que é responsável pelo Proerd, Polícia Comunitária e Núcleo de Negociação Comunitária.

Desde segunda(11) é o novo comandante do CPI-1 responsável pelo policiamento em 39 cidades do Vale, Mantiqueira e Litoral Norte. Stanellis vai comandar 4.300 policiais militares.

A solenidade de passagem de comando, oficialmente, deverá ocorrer em abril, mas Stanellis já definiu algumas ações que irá priorizar na região, entre elas, uma maior aproximação entre as forças policiais, entre elas, a polícia civil, a polícia federal, a polícia rodoviária federal e as guardas municipais.

Uma força-tarefa para integrar os órgãos de segurança e aproximar a sociedade civil da Polícia Militar estão entre as principais estratégias do novo comandante da PM na RMVale, coronel José Eduardo Stanelis de Aquino.

“Queremos unificar as ações. Promover operações em conjunto. Potencializar a capacidade produtiva de cada uma dessas forças e com o apoio da população de cada uma de nossas cidades buscar reduzir ainda mais os índices criminais na região”, destacou.

Stanellis afirmou que entre as suas prioridades, além da redução dos índices criminais,  está a criação de um programa de proteção à mulher. Segundo ele, o projeto consiste no treinamento de policiais mulheres com psicólogas para atender e realizar visitas frequentes às vítimas de violência.

O novo comandante quer expandir programas como o ‘Vizinhança Solidária’, “Polícia Comunitária”, “Proerd” e os “Núcleos de Negociação Comunitários”, este último dedicado à soluções de conflitos na comunidade, que foi iniciado em Rio Preto, já existe no Vale e será implantado no Litoral Norte.

“O policiamento comunitário tem uma característica muito especial: O policial fixado naquela região é o policial amigo da população. Todo mundo conhece o policial, ele conhece as rotinas, tem uma atividade preventiva muito grande”, afirmou o coronel.

Um melhor relacionamento entre a PM e a comunidade é fundamental, segundo ele, para aumentar a sensação de segurança.

Stanellis contou um detalhe interessante. Ele esteve em São Sebastião no fim de semana para prestigiar a inauguração de um rancho de pesca em São Sebastião por parte do prefeito Felipe Augusto.

Os pescadores se aproximaram dele para fazer uma reclamação: que a policia ambiental vive autuando eles por pesca irregular(apetrechos inadequados e pesca em locais proibidos).

“Percebi que muito deles não conhecem a legislação. São autuados por desconhecerem as normas. Fiz uma sugestão: dar um curso sobre a legislação ambiental. Os pescadores aceitaram. Conversei com o prefeito que se propôs a ajudar com material didático e uma sala de aula. Vamos pegar um de nossos policiais ambientais mais experientes no assunto e promover o curso. Polícia Comunitária é isso”, relatou.

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