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Estudo revela que cães obesos vivem dois anos a menos que cães saudáveis

O estudo foi feito pela Universidade de Liverpool que utilizou dados demográficos, geográficos e clínicos de cães que receberam cuidados nos Hospitais Veterinários BANFIELD®, na América do Norte, entre abril de 1994 e setembro de 2015. Os dados foram coletados de 50.787 cães, das 12 raças mais populares nos Estados Unidos, entre eles,  Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador Retriever, Cocker Spaniel Americano, Beagle, Boxer, Chihuahua, Pit Bull Terrier, Shih Tzu e Yorkshire Terrier

A obesidade é um problema global de saúde pública e no Brasil não é diferente. A afirmação tem como base dados do Ministério da Saúde (Vigitel) que apontam um aumento da obesidade na população em 60% nos últimos 10 anos. Esse problema não atinge somente humanos, mas também os animais de estimação, já que a rotina de seus tutores acaba influenciando diretamente a vida de seus melhores amigos.
Como nunca é tarde para começar, é possível colocar em prática aquele desejo de uma vida mais saudável, com alimentação balanceada e atividades físicas regulares, tendo a companhia do pet.
Um recente estudo aponta que cães acima do peso podem ter suas vidas reduzidas em mais de dois anos. Foi essa realidade que chamou a atenção dos pesquisadores da Universidade de Liverpool e do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, da Mars Petcare.
Realizado durante duas décadas e publicado no ‘Journal of Veterinary Internal Medicine’, o estudo acompanhou mais de 50.000 cães, das 12 raças mais populares, para entender como seu peso afetava sua saúde e revelou que a vida dos cães com excesso de peso foi reduzida em até dois anos e meio quando comparados aos cães com peso corporal saudável. A correlação entre excesso de peso e tempo de vida reduzido foi observada em todas as raças, embora a magnitude da redução tenha sido diferente, variando entre cinco meses para os Pastores Alemães machos e dois anos e seis meses para os machos de Yorkshire Terriers.
O co-autor do estudo, Alex German, Professor de Medicina Veterinária de pequenos animais na Universidade de Liverpool, revelou: “Para muitos tutores, oferecer alimentos, particularmente restos de comidas e petiscos, é uma forma de demonstrar afeição pelo animal de estimação. Ter cuidado com o que você oferece ao seu cão pode ajudar a mantê-lo em boa forma e permitir que ele esteja por perto por muitos anos”.
A obesidade dos animais de estimação está em constante crescimento, e os números mais recentes estimam que um em cada três cães e gatos nos Estados Unidos está acima do peso. Embora o estudo não tenha examinado as razões por trás do peso extra, imagina-se que os hábitos alimentares desempenham um papel importante na obesidade dos animais. Uma outra pesquisa realizada pela Mars Petcare mostrou que mais da metade (54%) dos tutores de cães e gatos sempre ou frequentemente alimentam seus animais de estimação se eles pedem, e quase um quarto (22%) dos tutores às vezes alimentam em excesso seu animal de estimação para mantê-los felizes.
Já uma outra pesquisa, de 2018, conduzida pelo Centro de Nutrição e Bem-estar Animal WALTHAM™, constatou que 59% dos cães e 52% dos gatos em todo o mundo estão acima do peso. No entanto, apenas 24% dos tutores de cães descrevem seu animal de estimação com excesso de peso. Ainda assim, 59% dos tutores de cães e gatos disseram que se sentem recompensados ao alimentar seu animal de estimação e 77% disseram que seu animal fica feliz quando oferecem alimento a ele. Infelizmente, muitos tutores não estão plenamente conscientes sobre as consequências do excesso de alimentação ao animal de estimação.
SOBRE O ESTUDO
O estudo da Universidade de Liverpool e WALTHAM™ foi um estudo de corte retrospectivo observacional que utilizou dados demográficos, geográficos e clínicos de cães que receberam cuidados nos Hospitais Veterinários BANFIELD®, na América do Norte, entre abril de 1994 e setembro de 2015. Os dados foram coletados de 50.787 cães, das 12 raças mais populares nos Estados Unidos: Dachshund, Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador Retriever, Cocker Spaniel Americano, Beagle, Boxer, Chihuahua, Pit Bull Terrier, Pomerânia, Shih Tzu e Yorkshire Terrier. Para cada raça, o tempo de vida dos cães cujos tutores relataram que eles estavam acima do peso e aqueles em condição corporal ideal foi comparada.
Os dados extraídos para este estudo incluíram variáveis demográficas (raça, sexo, castrado ou não e data de nascimento) e geográficas (latitude e longitude do código postal do tutor), além de dados coletados durante visitas ho hospital (data de visita, peso corporal e se disponível condição corporal) e data da morte.
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