Obras Tamoios

Liberação de pista interditada no Km 52 da Tamoios ainda depende de decisão judicial

No Km 52 da Rodovia dos Tamoios, em trecho de planalto, os motoristas há mais de três anos são obrigados a utilizar um desvio, acessando parte da pista contrária, porque a pista de acesso ao Litoral Norte permanece obstruída por um deslizamento. Ao longo de todos esses anos, nenhuma obra foi feita no Km 52. O Tamoios News foi procurar saber por que nada foi feito até agora nesse trecho da Tamoios

Por Salim Burihan

Em fevereiro de 2016, durante as chuvas que atingiram a região de Paraibuna, ocorreu um deslizamento de encosta no Km 52 da Rodovia dos Tamoios, em seu trecho de planalto.

O trecho foi parcialmente obstruído. No mesmo dia, parte da pista foi desobstruída, mas a pista em direção ao Litoral Norte permaneceu obstruída. Um desvio foi implantado no local, ocupando parte da pista que leva em direção a São José dos Campos.

Passados três anos, o desvio permanece no Km 52 e a pista de acesso ao Litoral Norte continua obstruída pela terra que deslizou da encosta em fevereiro de 2016.

Os usuários da rodovia reclamam do desvio, principalmente, no período noturno e em dias de neblina.

Muitos usuários não conseguem entender porque nada foi feito no local até hoje, apesar das obras de duplicação do trecho de serra estar sendo executada normalmente pela concessionária que administra a rodovia.

As obras dos contornos Norte e Sul, infelizmente, estão paralisadas e o Estado deverá fazer uma nova licitação para a continuidade delas.

Procuramos a Concessionária Tamoios, que administra a rodovia e também, a Artesp(Agência de Transportes do Estado de São Paulo), que fiscaliza as rodovias concedidas à iniciativa privada, caso da Tamoios.

Conversando com as duas empresas percebemos que nada foi feito até agora no Km 52 da Tamoios por que o caso está sob judice, ou seja, sendo questionado na justiça.

É o seguinte, antes de assumir a concessão da rodovia, em abril de 2015, a Concessionária Tamoios teria feito um laudo técnico constatando possíveis trechos que deveriam ser melhorados antes dela “tomar posse” da estrada.

A rodovia na época era administrada pelo DER(Departamento de Estrada de Rodagem) até abril de 2015. A concessionária teria apontados vários trechos onde era comum o risco de deslizamento, entre eles, o Km 52.

O trecho sofria constantes deslizamentos, mas o mais grave deles, teria ocorrido em fevereiro de 2016, quando as pistas foram obstruídas pela terra que desceu da encosta.

Como a concessionária tinha o laudo técnico cobrando melhoria no Km 52 e, em outros locais, acionou o DER para solucionar o caso, ou seja, fazer as obras nas encostas para evitar novos deslizamentos e a desobstrução da pista.

O caso foi parar na justiça. Enquanto a justiça não der um parecer final sobre o caso- definindo quem deve fazer a obra no local, a concessionária ou o DER, nada será feito no Km 52.

“É complicado. Pagamos pedágio e gostaríamos de ver a estrada em boas condições. Nessa briga entre a concessionária e o estado quem paga o ônus é o usuário”, lamentou o empresário José Roberto Avelar que usa a estrada duas vezes por semana.

Para a motorista Rosangela Ribeiro, trafegar a noite pelo Km 52 exige muita atenção, principalmente, nos dias de neblina. “Acho que a concessionária deveria fazer a obra e cobrar do estado. Não acho justo o usuário ficar aguardando uma decisão da justiça para resolver o caso”, comentou.

Abaixo, o posicionamento da Concessionária Tamoios, que administra a rodovia e , também, da Artesp, que fiscaliza as rodovias no estado de São Paulo.

Concessionária

A Concessionaria tem todo o interesse em resolver as questões relacionadas ao Km 52 da Rodovia dos Tamoios, e tem trabalhado para prover segurança e atenuar eventuais transtornos. No entanto, esse contexto remonta a um passivo anterior à data que a Tamoios assumiu a rodovia e a solução está sendo tratada judicialmente em processo que tramita na Comarca de Paraibuna – SP e em breve a Concessionária instaurará procedimento arbitral contra o Estado de São Paulo, visando alcançar uma solução definitiva para este caso. Apesar dos transtornos, o local atende às normas rodoviárias de Segurança vigentes.

Artesp

A obrigação de realização de obra nesse trecho é objeto de ação na Justiça. A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) aguarda a decisão judicial para adotar as medidas cabíveis. O desvio ocorre para garantir a segurança do usuário, devido ao risco de queda de rochas no local, que é sinalizado pela Concessionária Tamoios de acordo com as normas de trânsito, sob fiscalização da ARTESP, para orientar os motoristas e garantir a segurança viária.

18 Comentários

    • Fora outras que supostamente acontecem . Eu que conheço a estrada sempre freio de repente nesse ponto e ainda me pega um pouco se surpresa . E ainda falam em segurança… piada ! Deveriam se preocupar com o usuário acima de tudo , ainda acima dos lucros mas estamos no Brasil … o usuário que se frite pq ele é manso …

  • Balela …não fazem porque não querem. Querem lucrar e ponto! Se quisessem fazer já teriam feito ou terceirizado qualquer miniempresa de engenharia faria . Isso é uma vergonha!!! E ainda falam em garantir a segurança do usuário … acham que todos que lêem isso são eleitores do PT ?? Pedágio caro do inferno e não fazem nada . Nem contenção de encostas fazem . Preferem fechar a serra e que se frite a economia …

  • Obrigado ao Tamoios News por buscar essa informação. Sempre que passo por ali fico imaginando por que são capazes de fazer túneis imensos, viadutos super altos, até montar um teleférico com helicóptero na serra, mas não são capazes de consertar aquele pequeno trecho…

  • Só quando ocorrer um acidente fatal, é que eles criarão vergonha, como sempre acontece no Brasil, depois virão com várias explicações, passo toda semana e vejo o descaso com aqueles que pagam pedágio caro

  • A solução provisória que acho coerente com a situação da estrada aínda interditada, é reduzir o pedágio em ambas as praças pela metade, enquanto a Justiça decide e as obras de desobstrução do trecho e término da duplicação até Caraguatatuba não estiverem concluídas. Não é justo pagarmos pedágio cheio por uma obra que não está concluída.

  • É ridículo este judiciário de Paraibuna, tenho certeza que por ventura ocorrer uma fatalidade neste local, e a vítima for parente de um desses sem vergonhas o caso será julgado imediatamente.
    Infelizmente tem que ser assim, primeiramente estamos no Brasil e depois eles tem que sentir na alma.

  • Agora existe MAIS UM CULPADO pela demora. A comarca de Paraibuna tem tantos processos assim para demorar tanto tempo? A justiça cada vez mais INJUSTA. Será que os salários dos juristas envolvidos estão em dia?

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