Turismo

Dólar Alto Pode ser a Salvação do Litoral Norte

Ronaldo Kotscho

Ronaldo Kotscho

Por Ronaldo Kotscho

Recente pesquisa feita pelas agências de turismo aqui do Brasil mostra que o brasileiro está com receio de realizar viagens para o exterior.

Nos últimos anos, o nosso litoral sofreu uma considerável queda de visitantes que preferiram viajar para o exterior, aproveitando o dólar baixo e fugindo dos preços altos praticados pelos nossos comerciantes. Para se ter uma ideia, o aluguel de uma casa com 6 quartos em Orlando, nos EUA, por 15 dias pode custar 1600 dólares (mais ou menos seis mil e quatrocentos reais atualmente). Até o ano passado, com o dólar a  R$ 2,20, custava praticamente a metade.

O preço de restaurantes, visitas aos parques, compras e outras diversões fazia o turista brasileiro fugir dos nossos custos. Saíam do Brasil bilhões de dólares todos os meses, e o nosso litoral ficava cada dia mais pobre. Com exceção de Ilhabela e, em menor escala, Ubatuba, que conseguiam atrair os grandes transatlânticos na temporada de verão, o restante ficava a ver navios.

Agora, com o dólar alto (e pode subir mais), chegou o momento de se repensar o turismo no nosso Litoral Norte e em outras cidades turísticas da região. Quem sair na frente, e se adaptar ao momento da economia, pode ganhar muito com isso!

Fazer promoções nos hotéis e restaurantes; melhorar o atendimento ao turista, hoje acostumado com o tratamento no exterior; tornar a cidade simpática, cuidando dos jardins e da limpeza nas ruas; cuidar da iluminação; trazer bons atrativos para a cidade, como uma mini Bienal do livro ou realizar festivais de música e dança poderão ser o ponto de partida.

É preciso correr, pois o verão está chegando, e quem não se mexer vai ficar na lamentação outra vez.

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