O arquipélago de Ilhabela é conhecido por suas praias paradisíacas, cachoeiras e biodiversidade única. Com a chegada do verão, a água mais quente e cristalina atrai não apenas turistas, como também as águas-vivas.
Continue a leitura para entender por que elas aparecem com mais frequência no verão.
O que é água-viva?
As águas-vivas são animais marinhos invertebrados do grupo dos cnidários. Possuem uma camada externa chamada epiderme, uma interna chamada gastroderme e, entre elas, uma camada gelatinosa chamada mesogleia. Por serem diblásticos, seu corpo é relativamente simples, mas sua beleza e presença chamam atenção de banhistas e pesquisadores.
Existe água-viva em Ilhabela?
Em Ilhabela, as águas-vivas podem ser trazidas por correntes marítimas ou ventos. Recentemente, também foi observada a presença da caravela-portuguesa (Physalia physalis) em diferentes pontos do arquipélago. Fenômenos naturais como mudanças de maré, correntes e variações de temperatura favorecem o deslocamento desses animais até a costa.
As águas-vivas podem ser transparentes ou apresentar cores variadas, como rosa, azul e roxo, que também são comuns nas caravelas. Ambas podem ser vistas da superfície, no entanto, é importante manter distância: mesmo a dois metros, seus tentáculos podem chegar a 20 metros e causar ferimentos graves.
Principais espécies de águas-vivas em Ilhabela
As espécies mais comuns em Ilhabela são:
- Olindias sambaquiensis: provoca irritações leves a moderadas
- Chrysaora lactea: causa ardência e vermelhidão na pele
Embora não seja considerada uma espécie de água-viva, a caravela-portuguesa também pode ser avistada na região. Ela oferece maior risco aos banhistas e, em caso de contato, pode causar queimaduras severas.
Por que as águas-vivas se concentram em certas regiões?
As águas-vivas preferem águas quentes e calmas, ideais para sua reprodução. O aumento de nutrientes no martambém favorece a sua proliferação, enquanto a diminuição de predadores naturais, como tartarugas-marinhas, contribui para sua concentração.
Locais próximos a quebra-mares e píeres tendem a ter um volume maior desses animais. Durante o verão, é comum observar tartarugas-marinhas próximas às águas-vivas, predadoras naturais desses animais. É fundamental manter distância de ambas para garantir a segurança e preservar a biodiversidade local.
O que fazer após o contato com a água-viva?
Veja quais práticas são recomendadas após o contato com a água-viva:
- Não lave com água doce. Isso pode ativar ainda mais o veneno.
- Remova cuidadosamente os tentáculos que tenham ficado presos na pele, usando pinça ou luvas, se possível.
- Lave a área com soro fisiológico ou mergulhe a lesão em vinagre por 15 a 30 minutos.
- Se não houver esses produtos, lave com água do mar.
- Aplique compressas frias de vinagre ou soro fisiológico por 5 a 10 minutos.
- Procure atendimento médico imediato se houver sintomas graves, como dificuldade para respirar, desmaios, vômitos ou dor intensa e persistente.
Em caso de contato com águas-vivas ou queimaduras graves, ligue para o Serviço de Emergência, pelo número 192, ou dirija-se ao Pronto Atendimento mais próximo.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ilhabela


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