Animais Marinhos Ilhabela

Morre tartaruga que foi resgatada durante operação Praia Limpa em Ilhabela

Uma Operação Praia Limpa realizada no fim de semana em Ilhabela, comprovou que é preciso conscientizar cada vez mais as pessoas sobre a destinação correta do lixo doméstico.

A operação focou suas ações na retirada de lixo do oceano e também na distribuição de folders educacionais e sacolas retornáveis ecológicas.

Triste foi o que localizaram nos mergulhos efetuados no mar da ilha: vasos sanitários, pneu, ventilador, lâmpada, cabos e fios, materiais de pesca, plástico, garrafas de vidro, garrafa térmica, latas, ferro, isopor, tampinhas de plástico e ferro, madeira e lixos orgânicos. Ao todo foram retirados 170kg de lixo do mar.

Entre o lixo coletado no mar da ilha estavam vasos sanitários

A bióloga Roberta Gomes, uma das participantes do projeto, fez um alerta: “O Projeto Operação Praia Limpa está em ação para retirar o máximo de lixo possível do mar, porém cada indivíduo deve fazer a sua parte. Levando em conta que a maioria do lixo encontrado no mar é lixo doméstico. Nesse período de chuva constante que estamos enfrentando no Litoral Norte de São Paulo, todo lixo que está nas ruas é levado pela força da água para córregos e vão parar no mar, por isso pequenas ações podem colaborar com o nosso ambiente e ajudar na preservação dos animais”.

Também foram retirados do mar: pneus, ventilador, lâmpada, cabos e fios, materiais de pesca, plástico, garrafas de vidro e até uma garrafa térmica

 

Tartarugas

Durante a Operação Praia Limpa, na ilha, foram encontradas duas tartarugas, uma morta e outra debilitada.

A tartaruga que estava morta era da espécie Dermochelys Coriácea, conhecida como tartaruga gigante. Ela é a maior espécie de tartaruga marinha, e utiliza a costa brasileira para alimentação e reprodução. Essa espécie vive em média de 200 a 300 anos.

“A tartaruga gigante está criticamente ameaçada de extinção devido à intensa coleta de seus ovos e captura acidental, que acontece por conta de redes fantasmas, que são redes de pescas abandonadas ou perdidas no mar”, explica a bióloga.

Já a tartaruga verde, da espécie Chelonia Mydas, foi encontrada com vida, mas muito debilitada. Os bichos foram levados até a praia do Engenho D’Água, e o Instituto Argonautas foi chamado para fazer a remoção das espécies.

Na manhã de segunda-feira (18), a equipe do Instituto Argonautas informou que a tartaruga verde resgatada apresentava sinais de fraqueza, estava caquética e com infecção no sistema digestivo, e apesar de ter sido resgatada viva e levada para a Unidade de Estabilização do Instituto Argonauta, em São Sebastião, não resistiu e infelizmente veio a óbito.

Segundo o Instituto, tartarugas juvenis são comuns na região e diversas são as causas de ocorrência da mortalidade, tais como o impacto com embarcações de recreio e de pesca, interação com pesca (redes e anzóis) e a ingestão de lixo.

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