Bronca de Moradores Lixo São Sebastião

Juquehy teve uma balada muito legal, mas a galera não se preocupou em cuidar do lixo. Triste.

Está difícil conscientizar as pessoas de que lugar de lixo é no lixo. Campanhas de conscientização são feitas todos os anos, mesmo assim, a gente não se cansa de ver lixo abandonado em todo lugar, até mesmo no mar, como divulgamos no domingo(20). É preciso que as pessoas se conscientizem de que lixo tem que ter destino certo, caso contrário, haverá aumento da poluição em rios e praias.
Por Maria Jaislane
A questão da destinação correta do lixo continua um problema muito sério nas cidades do Litoral Norte. Todos os anos, são feitas inúmeras as campanhas de conscientização nas praias da região, mesmo assim, tem pessoas,  que não estão nem um pouco preocupadas em jogar lixo na lixeira ou levar o lixo para casa.
Na edição de domingo(20), mostramos uma carcaça de geladeira velha, lançada ao mar, nas proximidades da Ilha de Toque Toque. Uma imagem que indignou muita gente.
Hoje, vamos mostrar o que aconteceu em Juquehy, na costa sul de São Sebastião, no domingo, após uma “balada” promovida por um bar, na avenida Mãe Bernarda.
A festa parece ter sido das melhores, mas o que sobrou dela, foi muito triste. O local contava com lixeiras e placas orientando as pessoas à não jogarem lixo no chão ou próximo a córregos, mas infelizmente, não foi o que ocorreu.
A maioria das pessoas, que participaram da “balada”, não se preocupou nem um pouco com o lixo. Foram coletados cerca de 800 quilos de lixo, dos mais variados, como garrafas de vidro e copos plásticos, entre outros. Os garis da prefeitura, na manhã desta segunda(21), tiveram muito trabalho para limpar tudo.
Os moradores de Juquehy ficaram indignados com o que viram após a festa. Lamentaram a falta de conscientização dos frequentadores da festa.
“Isso, tem sido constante, nas festas promovidas próximo ao bar. Todos os dias, durante essa temporada, é encontrado essa quantidade de lixo espalhado no local, fora o lixo que caí no rio e vai para o mar”, lamenta Beatriz Santos, 29 anos.
De acordo com a Equipe da Regional de Juquehy, o local tem placas conscientizando as pessoas sobre o descarte correto do lixo e também diversas lixeiras (latões na cor amarela), mesmo assim, o pessoal joga o lixo na rua, no chão. Segundo a Regional, foram recolhidos no local aproximadamente 20 sacos de lixos, de 100 litros cada um.
“É muito triste. Apesar das placas alertando sobre a destinação correta do lixo, as pessoas continuam poluindo o próprio ambiente. Tudo bem, que somos responsáveis pela limpeza, mas é preciso que as pessoas se conscientizem sobre essa questão. Se caí uma chuva, antes da coleta pela prefeitura, tudo isso iria para o mar, poluindo as praias e colocando em risco a vida marinha”,  disse Rivaldo Almeida, responsável pelo setor de coleta na Regional de Juquehy.
Balanço

A prefeitura apresentou, nesta segunda(21), um balanço da quantidade de resíduos orgânicos e seletivos recolhidos entre 26 de dezembro de 2018 a 4 de janeiro de 2019. Foram recolhidas cerca de 2.900 toneladas de lixo, quantidade bem superior às 2.300 registradas no mesmo período entre 2017 e 2018.

“Tivemos uma média de 600 toneladas a mais com relação ao ano passado”, destacou o secretário de Serviços Públicos (SESEP), Gelson Aniceto, o Tota.

Segundo ele, em virtude da mudança da empresa prestadora do serviço de coleta no final do ano passado – quando saiu a Ecopav para a entrada da Marquise Ambiental – ocorreram algumas falhas. “Demos várias notificações e multas sobre questões como atraso na coleta. Neste verão, graças à venda do município turisticamente pela Prefeitura, a população aumentou muito e a demanda foi muito pesada. Normalmente são coletadas no máximo 90 toneladas ao dia”, disse.

A empresa – que começou a trabalhar com 14 caminhões – hoje está trabalhando com 20, com três coletores e o motorista, que trabalham em turnos, rodando praticamente 24 horas por dia.

Ainda de acordo como secretário, as Regionais da SESEP prestam apoio diário também na limpeza de praias e ruas, principalmente nos locais em que o lixo aumentou bastante.

Tota explicou ainda que caminhões menores fazem a coleta em bairros de difícil acesso, descarregando na própria prensa.

“Colocamos os chamados caminhões ‘rolões’ em Juquehy, Cambury, Maresias e Boiçucanga. Uma caçamba sai de cima do caminhão e fica no chão. A coleta é feita com o caminhão pequeno e os resíduos são descarregados nessa caçamba, que comporta uma média de 25 toneladas”, explicou o secretário.

Os dias das coletas orgânica e seletiva são pré-determinados e a população pode consultar os horários no site http://www.saosebastiao.sp.gov.br/pdfs/tabela_de_horarios_coleta_de_lixo_e_seletiva.pdf.

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