Cidades São Sebastião

EDP faz manutenção das placas solares na Ilha Montão do Trigo

Atendendo uma solicitação da  Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (SESEP),  técnicos e engenheiro da empresa de energia EDP, realizaram reparos e manutenção nos sistemas de iluminação e eletricidade na Ilha de Montão do Trigo, localizada a 12 km de distância da faixa de areia da Praia de Barra do Una, na Costa Sul do município.

Além dos reparos, foram avaliadas as condições das 21 estruturas de captação de energia solar da Ilha. Funcionários da SESEP realizaram vistoria e levantamento das árvores que serão podadas na próxima visita da Prefeitura.

Técnico da EDP avalia placas solares e as baterias

A empresa EDP realizou a manutenção das placas solares e substituição das baterias. O morador Benedito de Oliveira, conhecido como Salamango, agradeceu a visita. “Ter energia aqui é muito bom, antigamente era tudo a luz de velas, hoje tenho geladeira, posso tomar água gelada, guardar meu peixe, uma mistura e assistir TV”, comentou.

O morador Benedito de Oliveira, agradeceu a visita. “Ter energia aqui é muito bom, antigamente era tudo a luz de velas, hoje tenho geladeira, posso tomar água gelada, guardar meu peixe, uma mistura e assistir TV”, comentou

Ilha

Localizada em uma das regiões mais isoladas de São Sebastião, cerca de 60 pessoas vivem na Ilha de Montão do Trigo. Situada entre a enseada de Bertioga e o município de São Sebastião, a Ilha Montão do Trigo fica a cerca de 14 quilômetros do continente. Seu nome deve-se ao seu formato que, ao ser visto de longe, lembra um monte de trigo.

Nos últimos três séculos, o local foi habitado por famílias de habitantes nativos, os caiçaras, também conhecidos como “monteiros”. Para poder morar no Montão de Trigo é preciso ter nascido no lugar ou ser casado com algum nativo.

Eram cerca de 52 habitantes em janeiro de 2012, número que se manteve nos dois anos seguintes. Estima-se que hoje vivam ali cerca de 60 moradores. No início de 2012, os nativos ganharam permissão para ocupar e explorar a ilha. Na prática, a área ainda pertence à União, mas não está mais sujeita a projetos imobiliários, grilagens ou posseiros.

A permissão é parte de um programa do governo que concede permissões chamadas de TAUS — Termo de Autorização de Uso Sustentável. Com elas, os nativos podem reivindicar melhorias, como água encanada e saneamento básico.

Os moradores vivem da pesca artesanal (o uso de redes de arrasto não é permitido) e de pequenos artesanatos expostos aos turistas.

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