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Jovem ferido por cobra Jararaca permanece internado em Caraguatatuba

Por Salim Burihan

O turista, M.A.P., de 19 anos, da cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, que foi picado por uma cobra no último dia 25 de janeiro, durante um passeio na Cachoeira do Mancha, no bairro do Canta Galo, em Caraguatatuba, permanece internado até hoje na Santa Casa da cidade.

Segundo informações, ele não teria cumprido o período correto de observação ao ser atendido na UPA e houve complicações no ferimento. O jovem completou ontem dez dias de internação.

O jovem foi picado por uma cobra jararaca no dia 25 quando visitava a Cachoeira do Mancha, no bairro do Canta Galo, em Caraguatatuba. Encaminhado até o UPA, o jovem teria sido medicado com oito ampolas de soro botrópico.

Segundo informações, o jovem teria deixado a UPA sem cumprir o período de observação necessária. No dia seguinte, o rapaz teria procurado a Santa Casa da cidade, reclamando de muitas dores na região atingida pela jararaca.

O jovem foi novamente internado, teria recebido vários tipos de medicamentos, mas permanecia na Santa Casa até ontem, terça-feira(4).

Procuramos a Santa Casa para saber o estado de saúde do jovem, mas a sua assessoria informou que não poderia dar informações sobre seus pacientes. Não conseguimos contato com a família do jovem.

O enfermeiro André Leandro, coordenador de urgência e emergência da UPA de Caraguatatuba, que tem curso de especialização sobre acidentes com cobras, disse que, o jovem colocou sua saúde em risco ao deixar a UPA sem cumprir o período de observação necessária.

“Ele teria que ficar com a perna elevada para que o veneno da jararaca permanecesse na região atingida. Aguardar o efeito do soro. Ao deixar a UPA, sem autorização, ele pode ter sofrido uma necrose na região atingida pela cobra ou uma infecção mais grave, por isso permanece internado”, disse Leandro.

Segundo Leandro, o caso do jovem de Jacareí picado pela Jararaca no Canta Galo foi o único registrado até agora na cidade neste verão.

Leandro explicou que cobras jararacas e corais são bastante comuns no Canta Galo e na região do Litoral Norte. “As pessoas que fazem trilhas ou frequentam cachoeiras devem tomar muito cuidado”, alertou.

Recomendações

A Vigilância Epidemiológica indica que, ao participar de um passeio em trilha ou cachoeira, consulte antes um guia turístico para saber as dicas de cuidados e quais animais podem ser encontrados no trecho percorrido da Serra do Mar/Mata Atlântica.

Em caso de picada, a dica é deitar e acalmar a vítima, lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão e procurar a Unidade de Pronto Atendimento mais próxima para receber a medicação.

No verão, devido às temperaturas elevadas, aumenta a incidência do aparecimento de animais peçonhentos no meio urbano, como cobras, principalmente em áreas próximas à mata.

A Cachoeira do Mancha é um local muito visitado por moradores e turistas durante o verão. Para chegar até a cachoeira é preciso caminhar por uma trilha em meio à mata.  O local é reconhecido como um santuário ecológico.

Cobras

Segundo informações, estima-se que na Mata Atlântica vivam mais de 100 espécies de cobras, mas apenas seis delas peçonhentas, entre elas, jararaca, jararacuçu e coral.

A maioria das jaracuçus são terricolas e se alimentam de roedores. Essas espécies de cobras são difíceis de enxergar, pois se camuflam no ambiente. As cobras coral costumam ser mais reservadas e se esconderem em folhagens ou embaixo de pedras e troncos.

No Litoral Norte, todos os hospitais possuem soros para combate as picadas de cobras. Em Caraguá, os atendimentos deste tipo ou outros animais peçonhentos são feitos na UPA; em São Sebastião, em dois locais, no pronto socorro de Boiçucanga, na costa sul e na Upa centro; em Ilhabela, no Hospital Mário Covas; e, em Ubatuba, na Santa Casa da cidade.