Cidades São Sebastião

Prefeito confirma construção das casas populares e afirma que apenas moradores de Maresias serão contemplados

Felipe Augusto, garante que tem defendido os interesses do município e dos portuários da cidade

Por Simone Rocha

Mais de 200 munícipes compareceram na sede do Clubinho, em Maresias, quinta-feira, dia 6, para ouvir o que o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, tinha a dizer sobre a construção das 220 casas populares no bairro.

No mesmo dia 18 entidades formalizaram a criação do Conselho do Bairro, que vai representar Maresias em questões de interesse comum, como a falta de saneamento básico, deficiência do atendimento na área da Saúde, ausência de uma base da PM ou GCM entre outros nos problemas no bairro.

Ricardo Horliana conduziu a reunião e enfatizou que seriam abordados apenas os problemas técnicos referentes a construção das casas populares. A maioria dos questionamentos dos representantes do Conselho foram direcionadas a falta de saneamento.

Felipe Augusto informou que serão investidos somente em Maresias, 83 milhões de reais, do plano total da Sabesp, que é de 610 milhões para toda a cidade.

“Isso representa 14% do contrato. Inicialmente será trocada toda a malha hídrica do local, obra que deve começar em abril e terá o custo de 8 milhões. Os demais 75 milhões serão para o tratamento de esgoto, que deve ser licitado também e tem o início da obra previsto para setembro desse ano”, disse o prefeito.

Segundo ele, serão instalados 31 km de rede coletora de esgoto, 9 estações elevatória, 2 km de linha de recalque e 1 estação de tratamento com capacidade de 127l/s. “Só para vocês terem uma ideia, a estação que atende a região da Topolândia, Centro até o bairro São Francisco, tem capacidade de 100l/s”, esclareceu.

Felipe disse que as casas populares de Maresias serão construídas apenas para os moradores do bairro. “Temos um déficit habitacional de 503 casas em áreas de risco ou de preservação que já estão cadastradas na prefeitura. Dessas 503 vamos atender inicialmente 220 nesse terreno que tem 25 mil metros quadrados, mas que vamos utilizar 15 mil metros para a construção das casas. As famílias que vão para essas primeiras residências serão escolhidas por meio de sorteio”, informou Felipe.

O prefeito também foi questionado sobre como será a mudança das famílias para o local e o que acontecerá com as residências que essas famílias ocupam atualmente. “As casas serão construídas e depois terão energia, água, coleta de esgoto e só então haverá o sorteio. O local onde estão as residências atuais ocupadas por esses moradores será recuperado”, afirma.

A presidente do Instituto Gabriel Medina, Simone Medina, questionou Felipe sobre o que acontecerá com a obra de saneamento caso ocorra uma troca de gestão, por se tratar de um ano eleitoral. “O Ministério Público fiscaliza a obra, que tem um contrato e precisa ter andamento independente do gestor”, explicou Felipe.

O gerente da Sabesp, Fernando Garcia Lopes, também afirmou que caso a estatal seja privatizada, conforme rumores, o contrato será cumprido. “O plano da Sabesp é com a população, independente da privatização”, assegurou.

Ao final da reunião ficou definido que os representantes do Conselho do Bairro de Maresias vão se reunir com o prefeito, nos próximos dias, para que Felipe Augusto assine um Termo de Compromisso em relação a várias questões referentes a construção das casas populares, que foram debatidas no encontro de ontem.