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Som do Verão: Bandinha anima banhistas nas praias de Caraguá

Uma banda “sem nome” composta por cinco rapazes e uma moça se apresenta há cinco anos, durante a temporada de verão, pelas praias de Caraguatatuba. O objetivo da galera é animar os banhistas e faturar uns trocados para garantir o “chopp e a pizza” do fim de semana

Por Salim Burihan

O grupo é formado por jovens que vivem na região sul de Caraguá. A bandinha é uma das atrações do verão nas praias mais frequentadas de Caraguá,  como Martim de Sá e Prainha.

Os jovens se apresentam nas praias há cinco anos

A banda percorre as areias dessas praias, nos fins de semana, tocando marchinhas. Os seis se revezam para “passar o chapéu” junto aos banhistas.

A bandinha eclética e descontraída agita as areias com sons oriundos de trombone, trompete, surdo, corneta e prato. As marchinhas animam a galera, principalmente, turistas.

“É muito legal. Eles trazem alegria para a praia. É a primeira vez que vejo uma bandinha animando a praia. O bacana é que não tem pagode e nem sertanejo, só marchinhas”,  disse a estudante de São Paulo, Ana Cláudia dos Santos.

“A gente colabora para dar uma força para esses jovens. É uma iniciativa muito legal e diferente nas praias”, comentou o aposentado Luiz Cláudio Ferreira, de São José dos Campos.

Eles passam cerca de quatro horas se apresentando, andando pelas areias quentes das praias, mas o resultado é dos melhores, chegam a faturar de R$ 300,00 a R$ 500,00 por apresentação.

A banda “sem nome” é composta por Andrews Vinicius, de 18 anos, que além de músico é performance; Caíque Lima, 18 anos, estudante de direito; Luiz Miguel, 18 anos, músico; Daniel Maciel, músico; Maciel, de 18 anos; e, Leticia Maciel, de 16 anos, também, música.

Andrews, músico e performance, que “passa” o chapéu, disse que o objetivo e faturar uns trocados e animar os banhistas

“A gente tem até fãs entre os turistas. Alguns deles pedem para a gente ir tocar na casa deles durante um churrasco ou até mesmo em festas”, conta Andrews.

Daniel Maciel conta que muitas vezes saíram pelas praias para arrecadar dinheiro para ajudar amigos que passavam por necessidades devido a doença ou desemprego.

Na maioria das vezes, o dinheiro arrecadado é para garantir o chopinho e a pizza do sábado a noite da galera. O grupo é muito unido, está junto há cinco anos.

Alguns deles aprenderam a tocar seus instrumentos no projeto Guri, do Governo do Estado, realizado na cidade pela fundação cultural.

Maciel explica que parte deles aprendeu música no Projeto Guri

“É um projeto importante de formação musical, cultural e social”, define Daniel. Segundo ele, muitos jovens se tornam músicos através do projeto Guri.

Andrews explica que as marchinhas de carnaval antigas fazem muito sucesso, mas durante a caminhada do grupo pelas areias das praias, sempre tem pedidos dos turistas para o grupo tocar algumas músicas especiais.

“A recordista de pedidos é o hino do Corinthians, mas muitos, também pedem para “tocar uma do Raul”, o Seixas”, revelou Andrews.

Apesar de serem músicos e experientes, todos dizem que não vivem da música e nem pensam em se tornarem profissionais.

“A música nos uniu. Através dela, levamos alegria aos banhistas que estão nas praias e nos divertimos muito. É para curtir mesmo”, finaliza Andrews.

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