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Editorial: O descontrole das finanças da Prefeitura de São Sebastião

Tamoios News
Felipe Augusto - Prefeito de São Sebastião

A Prefeitura de São Sebastião tem orçamento previsto, neste ano (2023), que certamente vai se concretizar, da ordem de R$ 1,4 bilhão. Ainda assim, o prefeito Felipe Augusto é incansável nos pedidos à Câmara Municipal para realizar mais e mais empréstimo junto aos bancos.

Já foi assim no ano passado, e continua assim neste ano ….

Semana passada, os vereadores deram aval ao prefeito para fazer novo empréstimo de R$ 100 milhões. Tramita no Legislativo outro pedido de R$ de 25 milhões.

Em consequência de tantos empréstimos, no primeiro trimestre deste ano, a prefeitura já pagou cerca de R$ 2 milhões de juros junto a rede bancária. Informações de bastidores apontam que o prefeito pode continuar pedindo aos vereadores para contrair mais dívidas.

O que está acontecendo com as finanças municipais? Por que esse descontrole?

As últimas justificativas dos empréstimos são para cobrir despesas decorrentes da tragédia climática de 19 de fevereiro. Mas que despesas são essas? Os conjuntos habitacionais não serão erguidos com apoio dos governos federal e estadual?

Não é possível que esses empréstimos sejam para tirar a lama das ruas, pois é essa a conta que vai chegar para a prefeitura no final das “contas” da tragédia.

A verdade é que Felipe Augusto está endividando o município a médio e longo prazos. Uma conta que será paga em boa parte por quem o suceder.

Ou melhor, uma conta que já está sendo paga por todos nós, moradores do município, que recolhemos impostos, e não estamos tendo o devido retorno público em prestação de serviços.

A culpa não é só do prefeito. É também dos vereadores que dão autorização para essa farra bancária.

Como não há justificativas plausíveis, devem haver, tanto no Executivo quanto no Legislativo (dos vereadores coniventes), motivos inconfessáveis para o crescimento desse endividamento dos cofres públicos.

Redação/Tamoios News