Esportes Ilhabela

Começa em Ilhabela o Mundial de Snipe com participação de 11 países

As regatas principais do Mundial de Snipe 2019 começam a ser disputadas nesta terça-feira (8), na Escola de Vela Lars Grael, em Ilhabela (SP). O evento terá ao todo 70 duplas de 11 países: Argentina, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

Estão previstas ao todo nove regatas com dois descartes dos piores resultados. A previsão para as primeiras provas é de ventos de média intensidade, na direção sul. Nesta segunda-feira (7), foi realizada a reunião dos comandantes, com as presenças de atletas e dos árbitros.

O Mundial de Snipe conta com nomes de ponta da modalidade, inclusive medalhistas olímpicos, campeões mundiais e pan-americanos. A espanhola Angela Pumariega, ouro no Match Race de Londres 2012, fará dupla com o compatriota Martin Gallego.

”Tudo pronto para as regatas. Agora é fazer os últimos ajustes e disputar o Mundial”, contou Angela Pumariega.

A esquadra brasileira é liderada por Alexandre Paradeda, que venceu em 2001 o Mundial de Snipe, além de ser campeão nos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007. O carioca Bruno Bethlem também está inscrito no evento.

Também em Ilhabela (SP) está a dupla medalhista de bronze no Pan de Lima 2019, Juliana Duque e Rafael Martins.

O Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Matheus Tavares, inclusive, aceitou o convite da proeira Kathleen Tocke para ser sua dupla no Mundial de 2019.

”Eu não tive como recusar o convite da Kathleen Tocke. Disputar um mundial e no Brasil é uma honra e interrompi minhas férias da vela competitiva para tentar mais um resultado positivo para o meu País”, disse Matheus Tavares.

A última edição do Mundial de Snipe foi disputada em 2017, em La Coruña, na Espanha. A dupla porto-riquenha Raul Rios e Mac Agnese foi a campeã.

Dois barcos espanhóis completaram o pódio com Gustavo del Castillo Palo/Rafael del Castillo Palo, em segundo, e Rayco Tabares Alvarez/Gonzalo Morales Quintana, em terceiro.

Vitória internacional

Ilhabela participou de uma concorrência para sediar a competição de Snipe em 2017 e se transformou na terceira cidade a receber o evento.

Em 2017, após a edição de La Coruña, na Espanha, a organização da Snipe fez a reunião para definir as candidatas a receber o evento em 2019.

Liderada pelo campeão mundial e pan-americano Alexandre Paradeda, a comitiva de Ilhabela participou da concorrência e conseguiu a chance de sediar as provas.

”Trabalho na Escola de Vela Lars Grael e sei do trabalho feito não só pela vela olímpica, mas pelo oceano na ilha. Prontamente procuramos as autoridades locais e o secretário Beto de Jesus (também velejador) e nos candidatamos”, explicou Alexandre Paradeda, campeão mundial em 2001 e candidato a mais uma conquista esse ano.

”Ganhamos o apoio especial do medalhista olímpico Bruno Prada, que organiza o Mundial. O sonho de fazer esse evento só foi possível pelo apoio de todos esses ex-atletas, que estão dando uma cara nova e reformulada para a capital da vela”.

Além do Mundial de Snipe, a ilha vai sediar outros eventos ligados ao esporte, turismo de natureza e a semana Lixo Zero.

”Fazia 30 anos que Ilhabela não sedia um mundial e agora recebemos esse campeonato de uma das classes mais fortes do Brasil. Do Snipe saíram grandes campeões da nossa vela, como Torben e Lars Grael. Fechamos a temporada 2019 com chave de ouro, com uma sensação de dever cumprido”, disse Beto de Jesus, velejador e secretário de esportes de Ilhabela.

”Na minha opinião, Ilhabela foi escolhida por ser referência de bons hotéis e restaurantes, além de ser um lugar maravilhoso para velejar. Organizar um campeonato mundial é sempre uma grande responsabilidade e que começa seis meses antes com a organização do evento e logística das equipes”.

Mundial Júnior

O Mundial Júnior de Snipe 2019 foi decidido na última das nove regatas em Ilhabela (SP) no sábado (5). Os cariocas Gustavo Abdulklesh e Leonardo Motta ficaram com a medalha de ouro superando em pontos os portugueses Mafalda Pires de Lima e Tomas Pires de Lima, que terminaram com a prata.

A terceira colocação do evento foi para os baianos Rafael Rizzato e Gerald Wicks, vencedores da última prova do calendário neste sábado (5).

O resultado de Gustavo Abdulklesh e Leonardo Motta mantém a tradição brasileira na versão juvenil do Mundial de Snipe. Foi a nona conquista nacional na competição.

Os primeiros campeões foram Torben Grael e Eduardo Mascarenhas, em Mission Bay, nos Estados Unidos, em 1978. A última edição também teve o Brasil no lugar mais alto do pódio com os gaúchos Tiago Brito e Antonio Rosa, em La Coruña 2017.

A competição para atletas com até 22 anos teve ao todo 15 duplas de cinco países e precedeu o Mundial Sênior.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos.

Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada.

Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa.

No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões.

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