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Ilhabela pretende fazer testes com aquabus que estão sem uso há 4 anos

A Prefeitura de Ilhabela decidiu fazer testes com os aquabus, embarcações adquiridas em 2015 pela municipalidade, por R$ 4,5 milhões, e que, até hoje, nunca foram colocadas em operação na ilha.

A ideia do então prefeito Toninho Colucci era utilizar o transporte aquático para desafogar o fluxo de veículos nas vias, principalmente, nos feriados e temporada de verão.

As embarcações acomodam até 60 passageiros sentados e conta com som ambiente, ar condicionado, TV e banheiro adaptado, além de comportar pranchas de surfe e bicicletas, mas nunca foram utilizadas e permanecem em uma marina de Caraguatatuba.

No início houve questionamentos por parte do Tribunal de Contas, quanto a licitação e do Ministério Público, quanto a acessibilidade nos atracadouros. Depois, a alegação foi que era preciso adequar e construir novos píers para atracação das embarcações.

O ex-prefeito Colucci argumenta que os aquabus nunca foram utilizados por questões políticas, por ter sido uma iniciativa de seu governo. Em 2017, o ex-prefeito Márcio Tenório decidiu armazenar as embarcações em uma marina de Caraguatatuba, até decidir o que fazer com elas, a um custo de cerca de R$ 30 mil por mês.

No início deste ano, no mês de fevereiro, foi noticiado que a Prefeitura iria repassar os aquabus para a Dersa, mas que para reformá-los, seriam necessários investir R$ 900 mil. Os aquabus iriam substituir o catamarã LS-04 que até hoje não entrou em operação na travessia São Sebastião/Ilhabela. Agora, surge uma nova iniciativa pela prefeitura.

Testes

Em reunião do COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) nesta segunda(15), a secretária de turismo Bianca Colepicolo e todo o conselho decidiram
que tocarão o projeto do Aquabus para os próximos meses. A ideia inicial é realizar testes para conhecer as embarcações e rever a viabilidade do
sistema aquaviário.

Segundo informou a prefeitura no início da tarde desta terça(16), na segunda-feira(21), às 10 horas, haverá uma nova reunião do comtur, ocasião em que, a secretária Bianca apresentará os custos necessários para que os teste com as embarcações sejam realizados. Nessa nova reunião, ficará decidido se os testes serão possíveis ou não.

O presidente da Câmara de Ilhabela Marquinhos Guti , que participou da reunião de ontem, disse que é preciso fazer uma adequação com os flutuantes porque os píers são muitos altos. “Acredito que passarelas de alumínio são ideais, como essa que colocaram na Vila, eu fui contra os gastos na locação, mas o flutuante dessa empresa e a passarela são de boa qualidade”, explicou.

A secretária afirmou que uma reforma custaria em torno de R$ 900 mil e futuramente há a possibilidade de uma Parceria Público-Privada ou uma Concessão.
“Vale a pena reformar, porque será um bom atrativo, mas para o transporte de passageiros precisa pensar em outro tipo de embarcações com casco de alumínio ou de ferro, não pode ser um barco de fibra”, alegou Guti.