Geral Litoral Norte

Praias da região continuam concentrando grande quantidade de lixo, aponta relatório

O Instituto Argonauta e o Aquário de Ubatuba divulgaram o sétimo Boletim do lixo no Litoral Norte. O atual relatório tem o maior número de registros pontuais da situação classificada como caótica, desde o início da ação.

O relatório mensal realizado pelas entidades, que visa a análise e classificação quanto a presença de lixo em 132 praias do litoral norte de São Paulo, registrou no mês de maio, pela primeira vez, diversas situações pontuais definidas como caóticas em todos os municípios avaliados.

Das 132 praias do litoral norte monitoradas, 6.1% apresentaram situação Inaceitável no mês de maio, sendo estas, nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião.

De acordo com a média mensal, nenhuma praia foi classificada como caótico, no entanto, neste mês e pela primeira vez desde o início da análise, diversas situações pontuais desta categoria foram registradas em todos os municípios. Os 56 registros de situação caótica, ocorreram particularmente durante a segunda quinzena do mês.

Como já observado anteriormente, classificações na categoria caótico, ocorrem após eventos naturais, como as fortes chuvas e ressacas, que acabam por trazer às praias grande quantidade de matéria orgânica ( restos de folhas, galhos, algas), e em meio a essa matéria, os resíduos de origem antrópica, como fragmentos de plástico e isopor, embalagens, garrafas pets, entre outros itens, inclusive “lixos antigos” da década de 1980 e 1990.

No período de avaliação, que compreendeu de 01 a 31 de maio de 2019, 1508,7 quilos de amostras de lixo foram retirados das praias do litoral norte, sendo 541,9 kg de Ubatuba, 511,2 kg de São Sebastião, 286,6 kg de Caraguatatuba e 169 kg de Ilhabela.

Para o Diretor do Aquário de Ubatuba e Presidente do Instituto Argonauta, o oceanólogo Hugo Gallo, é importante registrar que esses dados caóticos após chuvas demonstram claramente que o problema do lixo não é só uma questão relacionada ao fluxo turístico, mas que a responsabilidade, de também ter sujado as praias, é dos moradores locais, em especial os que residem próximos aos rios, e que muitas vezes utilizam os mananciais, como uma lixeira, que despeja todo seu conteúdo no mar.

“Esses dados mostram que estamos numa época de baixíssimo movimento, uma vez que os meses de maio, junho e agosto são meses de menor incidência de público, historicamente na região, e mesmo assim, registramos praias nas situações caótica, porque após as chuvas, todo aquele conteúdo jogado pela população local encontra o mar. Isso serve como alerta para que as Prefeituras e todos nós nos conscientizemos que o problema também é causado por quem vive aqui e não só pelo turista no verão “, ressalta Hugo.

Confira o relatório:

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