Homenagem Marinha do Brasil São Sebastião

São Sebastião: Marinha comemora nesta quarta(12) o Dia do Marinheiro

 

A Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião realiza nesta quarta(12), às 10h30, em suas dependências na Rua da Praia, a Cerimônia Alusiva ao Dia do Marinheiro. A cerimônia será presidida pelo Capitão de Fragata Wagner Goulart de Souza.

A Marinha do Brasil promove, até o dia 16 de dezembro, vários eventos culturais, recreativos e sociais gratuitos  durante a semana alusiva ao Dia do Marinheiro, comemorado em 13 de dezembro. Em São Sebastião, as comemorações ocorrem nesta quarta(12)

A Marinha do Brasil comemora anualmente o Dia do Marinheiro, que marca o nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, patrono da Força. Para a Marinha, Tamandaré é considerado um dos brasileiros que ajudou a resguardar o Império da desagregação e contribuiu para a paz no país. 

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Tamandaré

Nascido em 1807, na cidade de Rio Grande, estado do Rio Grande do Sul, começou a sua longeva carreira aos 15 anos, como voluntário da Armada, indo servir na Fragata “Niterói” e tomando parte na campanha pela consolidação da Independência. Em seguida, foi matriculado na Academia Imperial; porém, antes de concluir o curso, seguiu para combater na revolta conhecida como “Confederação do Equador”. Seu desempenho foi tão destacado que o Imperador promoveu-o ao posto de Segundo-Tenente, o que lhe facultou alcançar o oficialato. Posteriormente, participou da Guerra Cisplatina, onde se distinguiu, recebendo seu primeiro comando de navio aos 18 anos de idade.

Participou de vários movimentos internos. Seu heroísmo foi provado não só em batalhas, mas também em época de paz, como quando salvou a nau portuguesa “Vasco da Gama”, que afundava, e também a tripulação e os passageiros de um navio inglês que se incendiava. Foi Ministro do Supremo Tribunal Militar, do qual aposentou-se pouco antes de morrer.

A escolha de seu nome para Patrono da Marinha não podia ser melhor. Quando foi proclamada a República, Tamandaré continuou na ativa, pois considerava-se um servidor do Brasil e não de um regime (era monarquista). A data de seu nascimento é comemorada como o Dia do Marinheiro.

Faleceu, no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1897, deixando, em seu testamento, um último pedido, o qual resume bem o seu caráter e a sua postura de vida: “Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: Aqui jaz o velho marinheiro!” Fonte: Exército Brasileiro, Centro de Comunicação Social da Marinha

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