Mundial de Surfe

Medina e Filipinho buscam na família “força e equilíbrio” para chegarem ao título

Charles Saldanha, padrasto e treinador de Medina, dá as ultimas dicas para o filho entrar focado na primeira bateria

Gabriel Medina e Filipe Toledo são as grandes esperanças do Litoral Norte e do Brasil na conquista de mais um título mundial da modalidade. O último deles, conquistado por Medina, em 2014, aos 20 anos de idade.

Para garantirem boas atuações em Pipeline, os dois surfistas, além da experiência e do foco, buscam “muita força” na própria família. Medina e Filipinho levaram suas famílias ao Havaí.

Medina(12.00) passou pela primeira fase ao derrotar os surfistas Brand, havaiano  e  O’ Leary. Foi uma vitória espetacular com shows de aéreos e tubos. Foi direto para o 3º round. A família Medina vibrou nas areias de Pipeline. O padrasto Charles, seu técnico  fez muitos elogios na atuação do surfista sebastianense.

Filipinho(5.05) não se deu bem, ficou em segundo(5.04)9 em sua bateria vencida pelo australiano Matt Wilkinson(6.03). Na repescagem, terá que derrotar o havaiano Brand para ainda ter chances de disputa do título. Filipinho, quando deixou o mar, logo após a disputa da primeira bateria, ouviu o que queria e o que não queria do paizão Ricardo Toledo, sem técnico.

Famílias

Medina conta com o apoio da mãe Simone, do irmão e da irmã, também surfista Sophia. O contato com a família é pouco, Medina está focado no título. O surfista está na casa de seu patrocinador, em Pipeline. A família dele está alojada em outra casa, em outro local.

Charles Saldanha, Gabriel e Simone Medina durante entrevista coletiva

A “família toda” se encontra em horários determinados por Charles Saldanha, o técnico. Charles mantém a mesma agenda de treinos e das horas livres de Medina feita no mundial de 2014, quando ele faturou o título.Tudo é seguido à risca.

Medina, de 24 anos, tem se dedicado intensamente aos treinos e ao mundial. No Havaí, antes do início de competição, esteve visitando uma escola australiana, onde tirou muitas fotos com os estudantes e foi a festa de despedida do surfista Joel Parkinson, de 37 anos, que atuou por 22 anos no circuito mundial, com um título obtido em 2012. Parkinson é um fã declarado de Medina.

Filipinho com esposa Ananda e os filhos Mahina e Koa, de dois anos e de sete meses.

Filipinho Toledo, de 23 anos, também está muito focado na competição, ainda mais agora, que precisa vencer a repescagem, nesse momento ele busca conforto, forças e esperança na família que está no Havaí: pai, mãe,  irmão e é claro da esposa Ananda e dos dois filhos Mahina e Koa, de dois anos e de sete meses.

Ricardinho, pai de Filipinho, foi três vezes campeão brasileiro de surfe e como técnico procura deixar o filho preparado e muito focado na disputa das etapas do mundial. Para Medina e Filipinho o apoio da família é fundamental nessas horas, nos momentos decisivos do mundial.

Chances

As chances de chegar ao título são maiores para Medina. Filipinho tem que vencer em Pipeline e torcer que Medina não chegue a final. O australiano Julian Wilson só chega ao título se vencer a Medina também não ir à final.

Medina soma 56.190 pontos. Filipinho e Wilson, 51.450 pontos. Medina precisa pelo menos chegar à final da última etapa para conquistar o bicampeonato sem depender de outros resultados.

Caso Medina fique em terceiro lugar, Filipinho e Wilson terão que vencer a etapa para chegarem ao título.  Caso Medina fique entre a quinta e a 25ª posição em Pipeline, se Filipinho ou Wilson chegar à decisão, um deles será o campeão de 2018.

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