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Cidades do Litoral Norte têm saldo positivo de abertura de empresas, segundo JUCESP

Presidente da JUCESP, Walter Ihoshi. (Foto: Rádio Antena 8 FM)

Completando 131 anos em 2021, a Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP) atua na busca por modernização e digitalização para reduzir a burocracia no registro de empresas. Puxada pela transformação digital e por iniciativas para a retomada da economia, a JUCESP registou recorde de abertura de empresas em julho, com 26.614 registros. Foi o melhor número de abertura de empresas em vinte e três anos da série histórica. Nas cidades do Litoral Norte foram 138 empresas abertas e 52 fechadas em julho.

De janeiro a agosto deste ano, o comércio, com o setor de reparação de veículos automotores e motocicletas, é o que representa os maiores percentuais de abertura nas cidades da região. Em Caraguatatuba foram 32,9% de empresas desse setor abertas, em Ilhabela 26,7%, São Sebastião com 27,2% e Ubatuba com 22,6%. Mesmo com os percentuais de fechamentos de empresas de reparação de veículos, o setor ainda é o de maior abertura na região para o período. Veja a seguir as tabelas com os dados referentes ao Litoral Norte:

O presidente da JUCESP, Walter Ihoshi, pontua que na pandemia os serviços tiveram impacto, mas após a modernização dos serviços houve melhora. “Em março do ano passado nós tivemos que fechar a Junta Comercial, o que resultou em uma queda porque os serviços ainda não estavam totalmente digitais. A Junta fechou presencialmente, mas funcionou digitalmente com alguns serviços, com isso, abrimos cerca de 200 empresas por dia em plena pandemia, mesmo com o atendimento presencial fechado”. Ihoshi acrescenta que “o saldo de abertura de empresas foi positivo”.

 Para o presidente da Junta Comercial, as palavras que representam o órgão hoje são a desburocratização, a simplificação e a melhoria do ambiente de negócios. Por meio do sistema Balcão Único, que funciona só na cidade de São Paulo, já é possível abrir uma empresa em trinta minutos, em um sistema totalmente automático e sem custo.

“O nosso objetivo na junta é melhorar a experiência do usuário, então tudo que era muito burocrático, com a necessidade de muito papel ou de forma muito difícil nós conseguimos fazer, por exemplo, no sistema Balcão Único que é totalmente automático. Queremos levar esse princípio para que qualquer usuário consiga realizar a abertura de empresas, sem precisar, por exemplo, de um especialista, de um contador para realizar essa abertura”, esclarece o presidente da Junta.

Ao alcançar a disponibilidade de serviços 100% digitais a Junta Comercial espera avançar na lista “Doing Business”, do Banco Mundial, que analisa a cada ano as leis e regulações que facilitam ou dificultam as atividades das empresas em cada economia. Veja na imagem a posição do país no ranking de 2020. 

Ihoshi explica que no critério abertura de empresas, a expectativa é de que a pontuação aumente. “O Brasil avançou bastante na abertura de empresas, esperamos alavancar de 40 a 60 posições, pelo menos no que tange a abertura de empresas. Existem outros apontamentos da pesquisa, como por exemplo recolhimento de tributos, alvará de construção, e esses não são na Junta Comercial. Quanto melhor o nosso ranking, mais o investidor de fora é incentivado a trazer a sua empresa para o país”, explica.

*Texto: Claudinéia Silva