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Trabalhadores de terceirizada da Transpetro e sindicato fazem ato de repúdio em São Sebastião

Foto: Sintricom

Segundo fontes que pediram para não serem identificadas, a empresa AGS Engenharia não conseguiu atender a um contrato com a Transpetro e abandonou uma obra, deixando cerca de 40 trabalhadores sem pagamento. 

O contrato previa a troca de tubulação e válvulas do sistema de bombeamento do oleoduto OSBAT, que transporta petróleo do Terminal de São Sebastião para o  Terminal de Cubatão, com 121 quilômetros de extensão. 

O erro obrigou a interrupção no processo, o que teria causado prejuízos para a Transpetro, que teve que contratar outras empresas para resolver o problema. 

A Transpetro teria proibido os trabalhadores contratados pela AGS Engenharia de entrar no terminal para retirar seus pertences dos armários.

Os trabalhadores estariam se organizando para entrar com uma ação coletiva trabalhista contra as duas empresas.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte (Sintricom) informou que esteve no Terminal de São Sebastião nesta sexta-feira (30), em assembleia com os trabalhadores, e que foi feito um ato de repúdio. 

O presidente do Sintricom fez contato com a empresa e pediu a liberação da rescisão dos trabalhadores, para que o sindicato saiba o valor que eles têm para receber e possa acionar judicialmente, pedindo que o dinheiro que a Transpetro ainda tem para pagar à empresa seja repassado para esses trabalhadores.

Questionada sobre o ocorrido, a Petrobras enviou a seguinte nota:

“A Petrobras contratou a AGS Engenharia para realizar obras no Terminal de São Sebastião (SP). Nesta semana, a empresa desmobilizou suas equipes do local, sem prévia autorização e antes de concluir os serviços previstos. Por este fato , foi notificada pela Transpetro, representante legal da Petrobras para fins deste contrato de prestação de serviços. A Petrobras esclarece ainda que, no desenvolvimento de suas atividades, contrata empresas prestadoras de serviços e que não interfere nas relações entre tais empresas contratadas e seus trabalhadores. Portanto, informações sobre os trabalhadores devem ser obtidas com a empresa contratante.”

O portal Tamoios News questionou a empresa AGS Engenharia sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.