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Ministro recomenda aos prefeitos que ao invés de investirem em futilidades invistam em saneamento e lixo

Para Salles o momento é de ação e não mais de diagnóstico. E, recomentou aos prefeitos, que ao invés de investirem em futilidades, como praças, monumentos e shows, invistam em saneamento básico e lixo. Áudio com a integra da entrevista com o ministro Ricardo Salles:

Por Salim Burihan

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,  lançou nesta sexta(22),  em Ilhabela, o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. O plano faz parte da agenda dos primeiros 100 dias de governo e foi lançado nesta sexta(22), data em que se comemora o Dia Mundial da Água.

Prestigiaram o evento o secretário estadual do Meio Ambiente, Marco Penido; o comandante do 8º Distrito Naval, Vice-almirante Cláudio Henrique Mello de Almeida; o comandante da Delegacia da Capitania dos Portos, em São Sebastião, capitão de fragatas Wagner Goulart; a diretora presidente da Cetesb, Patricia Iglecias; o presidente da Sabesp, Benedito Braga; e, os prefeitos Márcio Tenório(Ilha), Aguilar Júnior(Caraguá), Felipe Augusto(São Sebastião) e Délcio Sato(Ubatuba).

Ministro Ricardo Salles com o comandante do 8º Distrito Naval, vice almirante Cláudio Mello e o comandante da Delegacia da capitania dos Portos, em São Sebastião, capitão de fragata, Wagner Goulart

Ação

“É o início do processo de melhoria da água do mar, depois com saneamento, resíduos sólidos e qualidade do ar, entre outros pontos, que dizem respeito a qualidade de vida das pessoas.  O meio ambiente e as pessoas estão no mesmo espaço. Estamos defendendo isso com muita força”, afirmou o ministro.

Segundo Salles, serão viabilizados R$ 40 milhões para o desenvolvimento do plano, para iniciativas, como por exemplo, o monitoramento, o mapeamento, inclusive de rastreamento via satélite pela Marinha, para saber de onde vem esse lixo que chega ao mar, instalação de ecobarreiras(nos rios para conter o lixo que chega ao mar). “Não é um diagnóstico, mais uma ação mais concreta”, destacou.

Sobre a poluição que atinge as praias da ilha e, de todas as cidades da região, o ministro falou que é preciso agir. “O tempo de fazer diagnóstico no Brasil já passou. Já sabemos quais são os problemas, agora é hora de agir. A poluição afeta o turismo, a saúde, o desenvolvimento econômico e o meio ambiente.

Prioridade

Com relação à Ilhabela, o ministro disse que falta prioridade. Uma cidade com tantos recursos dos royalties, que no ano passado arrecadou R$ 1 bilhão, segundo Salles, não pode ficar investindo em praças, monumentos e shows, tem que priorizar o saneamento básico.

Essa situação pela qual passa Ilhabela, segundo ele, é geral em todo o país. Só que ao contrário de Ilhabela muitos municípios não tem recursos para fazer. “Ilhabela, como alguns outros poucos municípios no Brasil, tem a sorte de contar com os royalties. Isso é o diferencial para fazer investimento no saneamento básico. Ao invés de por o dinheiro em coisas que são futilidades tem que aplicar o dinheiro em coisas que são essenciais : lixo e saneamento”, disse Salles.

Salles, que frequenta Ilhabela há 20 anos, disse que dentro de dois anos as praias da Ilha  estarão despoluídas.  Isso será possível, segundo ele, se todos os recursos forem investidos e imediatamente.  Os recursos, segundo Salles, são da Sabesp e da prefeitura da ilha, que serão investidos em estações de coleta e tratamento de esgoto, drenagem e adutoras. “Não podemos retardar esses investimento, quanto mais tarde começar, mais tarde virão os resultados desses investimento”, alertou.

Privatizar

Salles tem defendido a participação da iniciativa privada no saneamento, mas disse que esse é um problema grave no momento. “Não teremos investimentos privados enquanto o  marco regulatório e o sistema de consórcios intermunicipais não estiverem funcionando e permitindo a entrada de empresas privadas na execução do saneamento básico. É muito difícil uma empresa pegar um município individualmente, o investimento não se paga. O importante é mudar o modelo para permitir o investimento privado”, disse Salles.

Sobre a situação do lixo no mar, Salles disse que a situação é caótica em todo o país. A poluição causa danos à fauna e flora marinha e a saúde das pessoas. Segundo ele, não basta apenas fiscalizar, tem que investir em saneamento, criar políticas públicas, avançar nas tecnologias  e punir os responsáveis por essa poluição.

Conscientização

Salles destacou ainda a importância da conscientização. “Sem educação ambiental e sem um treinamento de todos os órgãos para caminhar nesse sentido, nós também não vamos avançar. Isso, no entanto, não pode ser desculpa para não se fazer nada. Muita gente diz que o problema não é a falta de saneamento e sim, a falta de educação. Temos que investir em saneamento e, também, na conscientização.

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