Praias Raios Sem Categoria

Verão: Incidência de raios deve crescer de 20% a 30% no Litoral Norte

Foto: Jorge Mesquita

A incidência de raios nas cidades do Litoral Norte deve crescer de 20% a 30% neste verão. Nos últimos 20 anos, quatro pessoas perderam a vida após serem atingida por um raio. Veja as dicas para se proteger dos raios quando estiver na praia.

Por Salim Burihan

Um estudo desenvolvido pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta que, neste verão, a incidência de raios em todo o país será marcada pelos efeitos do fenômeno climático El Niño.

Foto: Jorge Mesquita

As previsões indicam que a intensidade do fenômeno vai provocar um aumento de 20% a 30% na incidência de raios na região Sudeste do país, ou seja, também no Litoral Norte.

No Brasil ocorrem em média 78 milhões de raios por ano. Aqui na região, entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, Caraguá registrou 1046 raios; Ubatuba registrou 1783 raios; São Sebastião, 1196 raios; e Ilhabela, 444 raios.

No Litoral Norte, os raios e trovões são comuns nos fins de tarde. É importante saber como se proteger na praia, na estrada e até mesmo, em casa. Nos últimos 20 anos, quatro pessoas morreram por raio na região.

Praias

Os banhistas que aproveitam as praias do Litoral Norte durante o verão devem tomar cuidado com a queda de raios, o risco é maior até a primeira quinzena de janeiro.

Na visão do coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe), Osmar Pinto Junior, o período é crítico por causa das férias e de certo relaxamento dos frequentadores das praias.

Segundo alerta Pinto, nesta época do ano, um grande número de pessoas se deslocam para as praias, que são lugares descampados e, portanto, vulneráveis a descargas. “O banhista acaba se expondo a tempestades. Se você estiver dentro do mar, a situação é ainda mais crítica, porque a água salgada é ótima condutora de eletricidade. Assim, os efeitos de um raio podem se propagar para muito longe”, advertiu Pinto.

“A tempestade se forma e se desloca rapidamente, de uma maneira que, em questão de cinco minutos, a situação muda por completo”, avalia. “Então, é por isso que as pessoas têm de estar atentas. Quando você vê um indício de tempo fechado, busque abrigo em um carro ou em um prédio imediatamente. Não pode esperar. Dois ou três minutos são a diferença entre ser atingido ou não”, alertou ele.

Conheça algumas dicas para se proteger dos raios nas praias. O coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), Osmar Pinto Júnior, contou em 2001, por ocasião, da morte de um surfista em Ubatuba, que a água salgada é um potente condutor de eletricidade.

“Isso significa que as pessoas devem evitar o mar em casos de ocorrências de raios.” Segundo Pinto Júnior, se a ação do raio no solo é de cerca de 100 metros, quando ele atinge a água do mar sua atuação passa a ser de até 5 quilômetros. “A recomendação é que as pessoas se abriguem em carros e casas até o final da tempestade.

Veja algumas dicas para se proteger de raios no Litoral Norte:

-Entre num carro com capota de metal e ali permaneça. Os pneus do carro funcionam como isolantes.

-Evite lugares  descampados (praias,  campos de futebol etc).

-Os raios normalmente procuram pontos mais altos e, nesses lugares, sua cabeça pode ser o alvo.

-Se estiver em campo aberto, permaneça agachado. Não se deite no solo, pois a terra úmida é condutora de eletricidade.

-Se estiver dentro da água, saia. Não permaneça na praia.

-Se estiver em campo aberto, permaneça agachado. Não se deite no solo, pois a terra úmida é condutora de eletricidade.

-Nas tempestades, evite o mar e as piscinas. Não utilize o celular ou qualquer aparelho de radiocomunicação durante uma tempestade.

-Fique longe de torneiras e canos, pois quaisquer desses objetos podem conduzir eletricidade. Não use o telefone, exceto em caso de emergência.

Mortes

O ELAT está elaborando um novo estudo de mortes por raios. Será o mais abrangente já realizado por compreender dados de 18 anos. O estudo irá analisar o comportamento das mortes nas regiões brasileiras ao longo dos anos, bem como identificará novas tendências para o futuro. Os resultados serão comparados com estudo similar feito nos Estados Unidos. A divulgação acontecerá em março de 2019.

Aqui no Litoral Norte tem se registrado mortes por raio, principalmente, nos meses de verão, período em que a incidências de raios é maior na região. Em janeiro de 1998, a adolescente Natalie Cafaffo Domingues, de 12 anos, morreu após ser atingida por um raio na praia de Boracéia, a 60 quilômetros do centro de São Sebastião. Ela chegou a ser levada ao pronto-socorro de Bertioga (SP), mas chegou morta.

Em fevereiro de 2001, o surfista Victor Hugo de Souza, 14 anos, morreu após ter sido atingido por um raio, na praia de Itamambuca, costa norte de Ubatuba.  O coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Osmar Pinto Júnior, contou na ocasião, que com relação à morte do surfista à beira mar, ele alerta que a água salgada é um potente condutor de eletricidade.

“Isso significa que as pessoas devem evitar o mar em casos de ocorrências de raios.” Segundo Pinto Júnior, se a ação do raio no solo é de cerca de 100 metros, quando ele atinge a água do mar sua atuação passa a ser de até 5 quilômetros. “A recomendação é que as pessoas se abriguem em carros e casas até o final da tempestade.”

Em janeiro de 2009, na Fazenda Serramar, em Caraguá, um raio atingiu dois trabalhadores da fazenda, durante um temporal. Otílio Pereira da Silva, de 55 anos, sobreviveu, mas seu colega Vanderley Oliveira, de 36 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em 2015, no dia 2 de fevereiro, o lavrador Flávio César Alves de Carvalho, de 44 anos, de Ubatuba, morreu atingido por um raio. Ele trabalhava em uma fazenda do bairro Monte Valério, em Ubatuba e foi atingido por uma descarga elétrica,  quando caminhava no meio do mato. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte, com diversas queimaduras pelo corpo. O  IML(Instituto Médico Legal) apurou que Flávio morreu devido a uma parada cardiorrespiratória causada por uma ação de agente físico eletrocussão.

Deixe um Comentário

O Tamoios News isenta-se completamente de qualquer responsabilidade sobre os comentários publicados. Os comentários são de inteira responsabilidade do usuário (leitor) que o publica.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

error: Alerta: Conteúdo protegido!
%d blogueiros gostam disto: