São Sebastião Sindicato dos Estivadores

Sindicato dos Estivadores participará de palestras nesta terça(8), no Teatro de São Sebastião

Imagem Ilustrativa / Arquivo

O Sindicato dos Estivadores de São Sebastião participará nesta terça(8), com as palestras sobre os 80 anos de existência, a desestatização do porto local e da importância da formação tecnológica.

O encontro sobre o “Dia do Tecnólogo”, promovido pela Fatec, é aberto à todos os interessados, e acontecerá a partir das 19 horas, no Teatro Municipal, como apoio da Prefeitura.

O evento começará com as duas palestras, “Os 80 anos de fundação do sindicato dos Estivadores em São Sebastião” e “Desestatização do porto de São Sebastião” e em seguira haverá uma mesa de debate sobre “A importância da formação tecnológica diante das transformações regionais”.

80 anos

O sindicato dos Estivadores de São Sebastião foi fundado em 4 de julho de 1939, sob a presidência de um estivador conhecido como “Samuel”. O presidente atual é Robson Ceará.

O sindicato representa as pessoas que trabalham na carga e descarga dos navios que operam no porto sebastianense. Possui 71 associados. Uma curiosidade: apenas uma mulher, Clarissa Cunha Mansur, de 28 anos, trabalha como estivadora há dois anos em São Sebastião.

Segundo o secretário geral do sindicato, Rogério Misseno, o sindicato tem sede própria, sede social em Barequeçaba e dois prédios, um deles alugado para a prefeitura. O sindicato oferece convênios de saúde e odontológico aos seus associados.

Estivadores associados ao sindicato ocuparam e ocupam destaque na política local. O atual presidente Robson Ceará  já foi vereador na cidade. O vereador Teimoso, presidente da Câmara é estivador.

Misseno conta que os ganhos dos estivadores variam de acordo com a movimentação de carga no porto local. Segundo ele, a crise tem prejudicado um pouco a movimentação de carga em São Sebastião.

Uma das maiores preocupações do sindicato na atualidade é como irá ocorrer a privatização do porto local, pretendida pelo governo do estado.

O presidente do Sindicato dos Estivadores de São Sebastião, Robson Ceará, defende um modelo landlord para a sua cidade. “No mundo, todo onde opera o sistema TUC, não deu certo, principalmente, para os trabalhadores portuários e os usuários tradicionais desses portos”, comentou ele, em entrevista concedida ao Tamoios News no final de agosto.

Robson Ceará cobra uma maior participação da prefeitura, da sociedade civil organizada, dos portuários e dos usuários, na discussão sobre a privatização do porto sebastianense. Por isso é importante a participação da prefeitura e da sociedade civil no encontro desta terça(8), no teatro municipal. O ideal, segundo ele, é que São Sebastião continue operando como um porto público.

Ele defende, inclusive, a municipalização do porto local. Uma lei municipal de sua autoria, aprovada em 2005, permite a municipalização do porto sebastianense, caso a prefeitura manifeste interesse. “A prefeitura cria uma empresa e administra o porto. Isso foi feito, em Itajaí(SC), com muito sucesso. Vamos reunir toda a documentação e informações necessárias e repassar ao prefeito para que ele avalie essa possibilidade”, comentou ele, na ocasião.

Entenda

O sistema portuário brasileiro é supervisionado pelo Governo Federal, mas acaba sendo administrado por entes públicos ou privados. No primeiro caso, estão os denominados Landlord, portos organizados, que são geridos pela própria União, por estados ou municípios. E há ainda os chamados Terminais de Uso Privado (TUP), controladas por operadores ou empresas.

O porto Londlord opera sob concessão dada pelo governo federal às empresas, estados ou municípios.  É o caso do porto de São Sebastião, administrado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Neste modelo de porto, conhecido como porto público, a infraestrutura, como acessos e a área portuária é garantida pelo poder público, estados ou municípios. Enquanto que, as instalações, os equipamentos e operações, são de responsabilidade de quem tem a concessão.

Nos portos de modelo TUP(Terminais de Uso Privado), as empresas são responsáveis por tudo, ou seja, pelos acessos, construção e investimentos nos cais, instalação ou comora de equipamentos e as operações.