A Concessionária Tamoios junto à Universidade do Vale do Paraíba (Univap) realizaram a reinserção de um Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) na natureza. O animal foi solto no trecho dos Contornos da Rodovia dos Tamoios, em um fragmento de vegetação próximo ao local onde foi encontrado.
O tamanduá foi resgatado às margens da Rodovia dos Tamoios em 04 de setembro de 2025 e encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Univap, em parceria com a Concessionária Tamoios. O animal chegou com alguns ferimentos, sendo necessário tratamento clínico. Após 14 dias de reabilitação a fêmea apresentou as condições clínicas e comportamentais necessárias para sua reintrodução na natureza. A soltura do tamanduá foi autorizada pelos órgãos competentes do estado de São Paulo.
Participou da soltura o biólogo e técnico responsável do CRAS da Univap, Juan Sambudio de Paula. Pela Concessionária Tamoios participou o Especialista em Meio Ambiente Danilo Leme.
Tamanduá-mirim
É menor do que o Tamanduá-bandeira, com aproximadamente 60 cm de comprimento de corpo e 35 cm de cauda, esta flexível e coberta de pelo curto. Possui um colete escuro, quase preto, contrastando com a cor amarelada do restante do corpo, e 4 dedos nas mãos e 5 nos pés.
Espécie predominantemente noturna, podendo ser vista em atividade também durante o dia; quando não estão em atividade descansa em ocos de árvore ou tocas de tatu e paca. Costuma passear ou ocultar-se por entre árvores, ou ainda, fareja as ramadas em busca de ovos de aves que ali aninham.
Alimenta-se principalmente de formigas, cupins e de larvas desses insetos; mas também alimenta-se de minhocas, abelhas, mel e ovos de aves.
O período de gestação varia de 130 a 150 dias, com nascimento de um único filhote que a mãe costuma carregar nas costas.
Fonte: Concessionária Tamoios

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