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Vereador Wagner Teixeira questiona os valores arrecadados pelas ONGs para ajudar as vítimas das fortes chuvas em São Sebastião

Tamoios News
Vereador Wagner Teixeira

Na sessão de ontem (29/3), da Câmara Municipal de São Sebastião, o vereador Wagner Teixeira questionou a prestação de contas das Associações e ONGs que se mobilizaram e arrecadaram doações em dinheiro para as vítimas em decorrência das fortes chuvas que aconteceram no feriado de carnaval.

Segundo o vereador, o Instituto Verdescola através da responsável Maria Antônia Civita, sempre prestou um bom serviço para a comunidade da Vila Sahy, mas que não pode deixar de fazer esse requerimento, para saber o que está sendo feito com todo o dinheiro arrecadado no valor total de R$ 13.803.799,45.  “É uma ONG que recebe recursos Municipal de São Sebastião, tem parceria e convênio com a prefeitura, eu posso fazer esse requerimento para a prefeitura fazer essas indagações”,  reitera.

O vereador disse que recebe muitos questionamentos sobre esses valores arrecadados e que foi procurado por diversas mulheres que trabalharam na cozinha do Instituto Verdescola e foram unânimes em dizer que não receberam nenhum centavo, mesmo preenchendo o cadastro solicitado. Na prestação de contas do Instituto, informa que contrataram uma equipe de apoio à cozinha, que chegou a multiplicar por 5 vezes a quantidade de refeições que a escola oferecia diariamente.

O vereador pede transparência dos valores arrecadados e sugere para que o Instituto elabore uma agenda com os vereadores e moradores afetados de toda a cidade inclusive do centro, para que em conjunto destinem de maneira correta esses 12 milhões restante.

“Aonde está o dinheiro do Verdescola? Aonde está o dinheiro do Gerando Falcões? Ir lá e levantar a bandeira vamos ajudar o povo …. o povo esta precisando de ajuda … Cadê a ajuda do povo? Cadê a geladeira? Cadê o fogão? Cadê o colchão? O dinheiro tem que ser urgentemente investido em prol dos moradores afetados pela tragédia, não pode ser usado de outra maneira e quem tem que decidir isso são os moradores afetados” esbraveja o vereador.

Wagner também questionou a Grad (Grupo de Animais em Desastres), ONG que arrecadou doações em dinheiro para resgatar cães e gatos e até hoje não prestou contas, e disse que segundo informações extraoficiais o valor arrecadado se aproxima a 6 milhões.

Na matéria veiculada no Tamoios News em 19 de março, foi publicada na íntegra a prestação de contas do Instituto Verdescola, que recebeu o valor de R$ 13.803.799,45 em doações em dinheiro e dividiu os gastos em duas fases.  A primeira fase foram gastos o valor de R$ 1,5 milhão em três principais frentes:  acolhimento, distribuição de itens e operação e logística. Na segunda fase será destinado o valor de R$12.303.799,45 para duas iniciativas em benefício à comunidade local:  Apoio psicológico recorrente e Educação preventiva para áreas de risco.

A prestação de contas da Associação Gerando Falcões demonstra um total de R$  17.535,143,00  arrecadado em doações em dinheiro destinadas à tragédia do Litoral de São Paulo. A prestação de contas é dividida em 3 fases: Emergencial no valor de R$ 950.236,00;  a  Reconstrução no valor de R$ 14.762.200,00; e a Preventiva no valor de R$ 1.000.000,00. A fase de “Reconstrução” não informa datas e como serão empregados esses valores as vítimas.

O Portal Tamoios News, assim que publicou a matéria, recebeu inúmeras mensagens de pessoas que doaram quantias em dinheiro ao Instituto Verdescola, questionando esses gastos dos R$ 12 milhões restantes.  E deixaram explicito o descontentamento com o direcionamento dessa verba para custos com psicólogos e com educação preventiva para áreas de risco, segundo eles,  esses gastos compete ao poder público.  E  são unânimes em explicar que doaram para ajudar as vítimas com produtos físicos, como alimentos, remédios,  produtos de higiene, limpeza, roupas, colchões, mobiliários ou eletrodoméstico.

E também houve questionamentos sobre a reforma e manutenção das instalações do Instituto Verdescola depois que serviu de abrigo, como: móveis quebrados, pias danificadas, fogão, coifa, materiais para aulas, pintura das instalações, higienização e limpeza; para alguns doadores, esses valores não poderiam ser utilizados para tal fim.

Redação/Tamoios News