O controle da dengue e da chikungunya está em foco na Secretaria de Saúde de Caraguatatuba, especialmente neste período de chuva. Os agentes atuam na fiscalização, orientação e monitoramento, especialmente com a realização da primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano, realizada no mês de fevereiro.
As equipes já começaram a percorrer os bairros e fazer as inspeções nas residências. Na última semana atuaram na região Norte, na Tabatinga, Massaguaçu, Capricórnio e Jetuba e seguem para as regiões Centro e Sul.
Para que essas atividades ocorram de forma adequada, é necessário o acesso às áreas externas dos imóveis, nas quais se concentram os principais focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
As visitas realizadas pelos agentes não incluem a entrada no interior das casas. As atividades se limitam às áreas externas, como quintais, garagens e demais espaços abertos, com o objetivo de identificar recipientes que possam acumular água, orientar os moradores e executar as ações previstas nos protocolos de controle.
Quando o acesso às áreas externas não é possível, parte das atividades de vigilância fica limitada, incluindo a identificação de criadouros, a orientação no local e as informações utilizadas na ADL, procedimento que consiste na coleta de amostras para identificar a presença de larvas do mosquito em determinadas regiões.
Os resultados dessa avaliação são utilizados para mapear áreas com maior incidência e direcionar as ações de vigilância e controle. Os agentes de saúde atuam devidamente identificados e paramentados, seguindo normas técnicas e de segurança.
Moradores podem colaborar
Os moradores podem contribuir com o controle do mosquito Aedes aegypti por meio de vistorias semanais nos próprios imóveis. Além disso, permitir que os profissionais adentrem o exterior das residências para a vistoria é fundamental.
Segundo a Secretaria de Saúde, 58% das pessoas não têm permitido a atuação dos agentes. Neste cenário, a recusa também dificulta um serviço importante que é a nebulização.
A aplicação do inseticida não é realizada em todos os casos, mas é uma estratégia específica para áreas previamente definidas, onde já tem registro confirmado da doença e alta proliferação do inseto.
Em janeiro de 2026, foram registradas 289 notificações de dengue em Caraguatatuba, com 20 casos positivos e 269 negativos. No mesmo período, o município contabilizou 152 notificações de chikungunya e não registrou casos de zika.
Vacina contra a dengue
Caraguatatuba ainda reforça a vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 15 anos, que está disponível em todas as unidades de saúde do município. A vacinação é um método importante de prevenir casos graves e reduzir internações nessa faixa etária, mas a procura ainda está baixa, segundo a Secretaria de Saúde.
O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A orientação é que, em caso de infecção recente por dengue, o adolescente aguarde seis meses após a doença para iniciar ou completar a vacinação.



